Brasil, potência militar em 2020

Membros do Exército, formadores de opinião e especialistas políticos e econômicos se reúnem para discutir o desenvolvimento científico e tecnológico, defesa de fronteiras, missões de paz e caminhos para o crescimento social e econômico do país até 2020

O 3º Ciclo do Simpósio «Olhares sobre 1945 - O Brasil e as Forças Armadas do Futuro» vai discutir uma visão prospectiva para o Brasil e suas Forças Armadas, com ênfase no Exército Brasileiro, para que o país venha a ser uma potência mundial em 2020.

A Casa Brasil, em conjunto com a Fundação Armando Álvares Penteado e o Exército Brasileiro são os organizadores do evento que será realizado na próxima quarta-feira, dia 26 de outubro, das 14h às 18h, no Teatro FAAP.

Os participantes vão debater sobre a importância do desenvolvimento tecnológico e científico bélico, participação do Exército em missões de paz, relações com outros países e seu importante papel na defesa das fronteiras brasileiras. Além de discutir caminhos para o desenvolvimento político, econômico e social da nação nos próximos quinze anos.

Na ocasião, serão apresentados três painéis temáticos: «Uma visão do Brasil e do mundo em 2020»; «Que fazer para que o Brasil seja uma nação desenvolvida em 2020» e «Que Forças Armadas o Brasil precisa ter para almejar ser potência mundial em 2020».

Segundo Marcos Troyjo, vice-presidente da Casa Brasil, no marco do aniversário de 60 anos do fim da II Guerra Mundial, a iniciativa buscará lançar olhares sobre a realidade das Forças Armadas Brasileiras e seu importante papel para o desenvolvimento da nação em relação ao século XXI.

Casa Brasil

Sediada na antiga Casa do Bispo, no RJ, a Casa Brasil é uma instituição tem como missão tornar-se instrumento e espaço para a promoção do conhecimento e da arte em todas as suas linguagens e manifestações.

Além de promover e incentivar eventos, seminários, conferências e palestras sobre os principais temas, políticos e econômicos do país.

Inscrições: (11) 3071-3494 (Necessário confirmar presença).
(Assessoria de imprensa do evento)

Lançado oficialmente o OpenOffice.org 2.0

A nova versão da ferramenta de produtividade gratuita OpenOffice, 2.0 foi lançada oficialmente no dia 20 de outubro de 2005. Disponível em 36 línguas, com outras traduções em andamento, pode ser executada de modo nativo em ambientes Microsoft Windows, GNU/Linux, Sun Solaris, MAC OS X (X11) e várias outras plataformas.
Desenvolvido por uma comunidade incluindo a Sun Microsystems, seu principal patrocinador e contribuidor, Novell, Red Hat, Debian, Propylon, Intel e diversos outros programadores independentes, o Openoffice.org 2.0 (nome oficial) demonstra o sucesso, a dedicação e a proficiência da comunidade de software aberto.
Veja mais no sítio do Openoffice.org Brasil, http://www.openoffice.org.br/ ou no sítio mundial, http://www.openoffice.org/.
O “press release” do lançamento do Openoffice.org 2.0 está disponível em http://www.openoffice.org/press/2.0/press_release.html

Lula prevê crescimento da economia em 4% em 2005

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva previu que a economia brasileira vai crescer 4% neste ano.
Em seu discurso a empresários brasileiros e russos reunidos no Conselho Empresarial Brasil-Rússia, em Moscou, Lula disse que “há décadas não estão reunidas no Brasil” tantas condições macroeconômicas favoráveis como agora.
Leia notícia completa no sítio da BBC Brasil.

Brasil vai retomar produção de blindados militares

O Brasil vai retomar o desenvolvimento da tecnologia de produção de veículos militares blindados sobre rodas, produto que entre os anos de 1975 e 1989 liderou a pauta de exportações do País, com vendas de US$ 3 bilhões. A Columbus, empresa que atualmente trabalha no programa de revitalização da frota de blindados, foi qualificada para desenvolver o novo veículo.
Leia mais no site do Invertia, que reproduz matéria da Gazeta Mercantil.

E não é que o Fome Zero está dando certo?

Autorizam a hipótese da decisão de tentar a reeleição não só a sensação de que os desdobramentos da crise estão perdendo o pique e se afastando de Lula ou o desempenho acima do esperado dos indicadores macroeconômicos. Até no âmbito dos famosos e «fracassados» programas sociais do governo Lula começam a aparecer notícias positivas. Dois anos e tanto depois do apedrejamento com que foi recebido no início de sua implantação, o Bolsa Família, nome do programa Fome Zero sem as trapalhadas operacionais dos primeiros tempos, revela resultados não desprezíveis.
Este é um trecho do artigo de José Paulo Kupfer, no sítio “no mínimo”. Leia o artigo completo.

Desarmamento: dez mentiras sobre o assunt

Por que deputados e senadores se auto-excluíram das restrições à posse e porte de armas de fogo? Se desarmar o cidadão é tão importante assim, não deveriam Suas Excelências dar o bom exemplo sendo os primeiros a abrir mão desse odioso privilégio?
Original por Peter Hof em 28 de julho de 2005
Primeira mentira: a campanha para recolher armas das mãos da população é um grande sucesso. Isto é o que vivem apregoando os jornalistas, as ONGs e alguns elementos do Governo. Trata-se de uma grande mentira. Senão vejamos: segundo os últimos dados, foram entregues 350 mil armas por assustados cidadãos de bem numa campanha iniciada em julho de 2004. O Ministro da Justiça trombeteou na imprensa que seriam recolhidas 500 mil armas. Depois o número reduziu-se para 400 mil, e agora patina em 350 mil. Segundo a revista Veja de 20/04/05, edição 1901, pág. 42, existem 8,7 milhões de armas ilegais no país. Somemos a isto os três milhões de armas legais registradas no SINARM. Assim, depois de um ano, foram recolhidas apenas 3% das armas existentes. Isso debaixo de intensa campanha por parte da imprensa, que tem alternado histórias de acidentes com armas de fogo, «por si só tristes e de partir o coração», com ameaças de prisão sem direito à fiança. O leitor classificaria como um sucesso a Campanha Anti-Pólio do Governo se esta vacinasse apenas 3% das crianças brasileiras em idade de receber a vacina?
Segunda mentira: a campanha para recolher armas tem tido o entusiástico apoio de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. Segundo o jornal O Globo (19/10/04, pág. 16), 42% das pessoas que entregaram armas tinham mais de 60 anos, e 20% entre 50 e 59 anos. O que isto significa? Que quem está entregando suas armas são idosos, em especial viúvas, com medo das ameaças através da imprensa para quem cometer o pecado capital de ter uma arma em casa para sua defesa, somado à idéia de receber míseros 100 reais por uma arma que pode valer até 20 vezes mais. Para coroar, o mesmo O Globo de 15/06/05 publica que apenas 10% das armas recolhidas na campanha foram entregues por pessoas das classes A e B. Assim, este seria o perfil dos otários que caíram na conversa fiada do governo e da imprensa: idosos e pobres, que buscavam receber um dinheirinho que o governo agora reluta em lhes pagar. Pensando melhor, bem feito! Quem manda confiar nesse governo…
Terceira mentira: ter arma em casa não defende um cidadão da ação dos bandidos. No Brasil este número é difícil de se obter, pois ninguém é tolo o suficiente para declarar numa delegacia que expulsou a tiro alguém que tentava invadir sua casa. Neste país defender o seu lar e sua família pode dar cadeia. Mas a revista brasileira Magnum tem uma seção intitulada Resposta Armada onde, a cada edição, são mostrados casos documentados de cidadãos que escaparam de assaltos ou coisa pior por terem uma arma à mão. Nos Estados Unidos, a revista National Rifleman mantém uma coluna mensal de uma página inteira com inúmeras narrativas de cidadãos que puderam se defender contra assaltantes por terem uma arma à mão. O leitor pode ainda acessar o site http://old-yankee.com/rkba/armcit/. Lá encontrará uma farta e bem documentada relação de pessoas que evitaram problemas com o uso de suas armas de fogo.
Quarta mentira: é preciso desarmar os cidadãos de bem para acabarmos com as cem mortes por armas de fogo que ocorrem diariamente. O Governo e os antiarmas que batem tanto nesta tecla sempre «esquecem» de dizer que este é o total de mortes ocorridas - ou seja, aí estão incluídas mortes decorrentes da guerra do tráfico, assaltos, policiais mortos, execuções - o qual não vai sofrer alteração devido ao Estatuto do Desarmamento. A verdade, que todos os antiarmas desesperadamente tratam de ocultar, é que apenas 3,7% (três vírgula sete por cento) das cem mortes diárias são causadas por cidadãos sem passado criminal.
Quinta mentira: o cidadão de bem não precisa de arma, a função de protegê-lo é tarefa da polícia. Esta é uma combinação de mentira com piada de mau gosto. O tempo de resposta da polícia do Rio de Janeiro a um chamado 190 pode chegar até noventa minutos, isto quando a polícia atende. Além do mais, as polícias estão desaparelhadas, com veículos em mau estado e com pouca gasolina, e a situação tende a piorar com o corte de mais de 500 milhões de reais feitos pelo governo Lula no Orçamento de Segurança. Este dinheiro, que deveria ir para os governos estaduais, está servindo para aumentar o superávit primário. O jornal O Globo, com uma freqüência assustadora, publica cartas de leitores que pediram auxílio à polícia e estão até hoje esperando que esta os socorra.
Sexta mentira: países que se empenharam em um programa de desarmamento dos cidadãos obtiveram um retumbante sucesso. A Inglaterra é o melhor exemplo. Esta é a mais perversa e goebelliana de todas as mentiras. Os antiarmas pegaram uma história, deram-lhe uma guinada de 180 graus e apresentam como sucesso o que foi e vem sendo uma fragorosa derrota. Basta ler o livro GUNS AND VIOLENCE - The English experience - escrito por Joyce Lee Malcolm (340 páginas, editado pela Editora da Universidade de Harvard, 2002, US$ 11,53). O livro, extremamente bem documentado mostra que a Velha e querida Inglaterra da literatura é hoje um país mergulhado numa violência sem precedentes. Apenas um exemplo pinçado do livro: entre 1989 e 1996 os crimes por armas de fogo, na Inglaterra, aumentaram 500% (quinhentos por cento).
Sétima mentira: os resultados no Brasil já começam a ser notados. Há uma sensível redução nos homicídios. Conversa fiada. Em São Paulo os repórteres da Folha contestaram as estatísticas oficiais em matéria publicada em 17/01/05. Mesmo assim houve uma redução nos crimes. Os antiarmas apenas «esquecem» outra vez de dizer que a ocorrência de homicídios dolosos na cidade de São Paulo e na Grande São Paulo vem caindo substancialmente desde o Primeiro Trimestre de 2000, três anos antes da vigência do Estatuto do Desarmamento (vide relatório Estatística da Criminalidade; Coordenadoria de Análise e Planejamento - Secretaria de Segurança Pública - São Paulo, 2005). O mérito, portanto, é da Polícia de São Paulo e dos investimentos em segurança feitos pelo Estado de São Paulo, e não como resultado do asinino Estatuto. No Rio de Janeiro, com uma diferente estratégia de enfrentar o crime, os homicídios com armas de fogo no primeiro trimestre de 2005, comparados com 2004, aumentaram em 10%, batendo em março o recorde histórico do ano de 1995. Aqui também aparece a mesma velhacaria: apresenta-se um número fechado (total de homicídios) e como sempre se esquecem de abri-lo em crimes evitáveis e não evitáveis pelo Estatuto do Desarmamento.
Oitava mentira: o Estatuto do Desarmamento não proíbe a posse de armas de fogo, ela apenas a regulamenta. Qualquer pessoa que se deu ao trabalho de ler a Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, mais conhecida como Estatuto do Desarmamento, sabe perfeitamente que as dificuldades criadas são tantas que o cidadão de bem não consegue cumpri-las, seja pelo aspecto burocrático seja pelo custo. Segundo um despachante que consultei, o custo para o registro de uma arma de fogo é de R$ 1.100 (300 para o governo, 250 de honorários do despachante, 250 de certidões negativas, 200 do psicotécnico, 100 para aluguel do stand para a prova prática em um clube de tiro). E como faz alguém que more em uma localidade onde não exista delegacia da Polícia Federal ou clube de tiro? O que acontecerá com uma pessoa que se aposentou e passa a receber esta miséria que o governo paga (exceto para aqueles aposentados classificados como «perseguidos políticos»)? Como se não bastasse, essa despesa e esse imenso aborrecimento devem se repetir a cada três anos! E se a pessoa por alguma razão não passar em qualquer exame durante a renovação, a arma será confiscada pela polícia. Pergunte a um advogado onde se encontra capitulada, na Constituição Brasileira, a figura do confisco para casos como esse.
Nona mentira: o ‘lobby da armaria’ está cheio de dinheiro e vai jogar pesado. Interessante que o ‘lobby da armaria’, como jornal O Globo, num maroto esforço para desmoralizar aqueles que defendem o direito a autodefesa nos chama, não recebe um tostão de organismos internacionais enquanto o Viva-Rio refestela-se em generosas contribuições anuais do Governo Inglês (2,5 milhões de reais/ano). Uma prova disto está nos anúncios de página inteira que os antiarmas publicaram em O Globo de 24/6/05 e 6/7/05. Segundo me informou a funcionária da área comercial de O Globo, um anúncio deste tipo, que o jornal classifica como De Opinião, custa ‘apenas’ R$ 390.312,00 (Trezentos e noventa mil trezentos e doze reais). Assim, os dois anúncios somados totalizaram R$ 780.624,00 (Setecentos e oitenta mil seiscentos e vinte e quatro reais). Sobre esse valor é preciso ainda acrescentar o custo de produção que também não é barato. Isto só para pressionar (neste caso O Globo não considera lobby) os deputados para que votassem o referendo para este ano. Imaginem a quantidade de dinheiro que esse pessoal tem para despejar durante a campanha! E aqui vale abrir um parêntesis: em uma mesa redonda na TV Câmara (30/6/05), da qual participaram os deputados Josias Quintal, Alberto Fraga, o delegado federal Wilson Damásio, o professor Bene Barbosa (Viva Brasil) e o senhor Antonio Rangel (Viva Rio), o professor Bene, cuja ONG defende o direito do cidadão se defender com uma arma de fogo, contou que o Viva Brasil, dentro de suas modestas disponibilidades financeiras, havia doado 10 coletes a prova de bala para a polícia. Cada colete custa R$ 2.500,00. Os antiarmas gastaram 780 mil reais com dois anúncios, apenas para apoiar a definição de uma data para o referendo. Este valor equivale ao custo de 312 coletes. Pergunto ao leitor: o que traz mais benefício para a segurança dos policiais, e por extensão dos cidadãos: 312 coletes ou dois anúncios de jornal? Talvez os antiarmas não tenham grande apreciação pela vida dos policiais…
Décima mentira: o Estatuto do Desarmamento representa um passo avante para a sociedade brasileira e por isto deve ter o apoio de todos os brasileiros, sem exceção. Se isto é verdade por que Deputados e Senadores se auto-excluíram das restrições à posse e porte de armas de fogo? Por que decidiram continuar gozando de um privilégio que cassaram de toda a população brasileira? Se desarmar o cidadão é tão importante assim, não deveriam Suas Excelências dar o bom exemplo sendo os primeiros a abrir mão desse odioso privilégio?

Com armas, pelo desarmamento

Autoridades e personalidades se manifestam contra o comércio de armas, mas não dispensam revólveres e pistolas
Hugo Marques e Sérgio Pardellas (Jornal do Brasil)
BRASÍLIA - O cidadão brasileiro que vai decidir no domingo, dia 23, se deve ou não ser proibido o comércio de armas tem razões de sobra para ficar confuso. Caso se baseie nos registros do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), e nas declarações de voto de políticos e outras personalidades, encontrará uma vasta munição de paradoxos e incoerências.
Há, por exemplo, os que vão votar ”Sim”, (contra o comércio de armas) mas não dispensam proteção armada em casa. É o caso da apresentadora de TV Maria da Graça Meneguel, a Xuxa, que tem registradas em seu nome uma pistola Smith Wesson 380 e um revólver calibre 38, ambos com o porte vencido. A artista não foi localizada.
O ex-ministro das Comunicações, deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE), tem três armas registradas em seu nome. Guarda em casa duas pistolas calibre 380. Um revólver calibre 38 é dado como roubado.
- Há 10 anos, tenho uma arma no Ceará e outra na fazenda, em Goiás. Mas não uso. Sou pelo desarmamento.
O senador Demóstenes Torres (PFL-GO) assinou a ata de fundação da Frente Brasil Sem Armas. Isto não o impede de ter registrado um revólver em seu nome, ”pendurado na parede, de enfeite”. Alguém poderá pensar, então que o senador vai votar ”Sim”. Engano:
- Desarmar é importante, mas vou votar no ”Não”, sem paixões - confessa o senador, parecendo não se importar muito com a aparente confusão entre gestos e decisões.
Dono de um revólver calibre 38, o senador Juvêncio da Fonseca (PDT-MS) considera importante garantir o direito à posse de arma para ”preservar a integridade física da família”. Mas não se mostra disposto a dar explicações sobre o motivo pessoal para ter uma arma:
- Não interessa o motivo - dispara.
Há outras autoridades que não abrem mão do seu arsenal pessoal, como é o caso do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB). Em 2002, ele tinha 14 armas registradas em seu nome. Na semana passada, o número subiu para 15. O arsenal é formado por revólveres e espingardas.
Algumas personalidades se desfizeram dos arsenais particulares durante a campanha do desarmamento, mas mantiveram parte das armas. O governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), tinha 16 armas, entregou 13 à campanha, mas ainda guarda um rifle, um revólver 38 e uma pistola 380.
- Ele é fazendeiro - tenta explicar o seu porta-voz.
Quando se fala em arsenais, o ex-deputado Roberto Jefferson ganha lugar de destaque. Embora tenha trocado o tiro pelo canto lírico, o pivô do escândalo do mensalão se esqueceu de vender as armas. Jefferson tem registradas em seu nome 13 armas. São 9 revólveres, duas espingardas calibre 12 e duas pistolas, incluindo uma Ruger 44. Mais de um terço do dinheiro da campanha do ex-presidente do PTB foi doação das Forjas Taurus.
O equipamento do deputado Abelardo Lupion (PFL-PR) também impõe respeito: duas carabinas, duas pistolas, um revólver e uma espingarda calibre 12, além de um revólver calibre 38, dado como furtado. Lupion também não foi encontrado pela reportagem. O deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS) que o PT quer incorporar à tropa de possíveis futuros cassados, é a favor do ”Não” e conta que - por carregar um revólver - conseguiu atemorizar uma pessoa alcoolizada que o atacou.
Ao contrário, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos é ”Sim” garantido. Ele teve um revólver calibre 22 roubado há 11 anos, no escritório, e não comprou mais arma, com medo de acidente. Advogado criminalista e ministro, Bastos teria justificativas de sobra para andar armado. Tem segurança dia e noite da Polícia Federal e preferência entre os ministros nos vôos em aviões da FAB.

Pesquisa Ibope aponta pequena vantagem do “não” no referendo

Pesquisa do Ibope divulgada nesta sexta-feira no Jornal Nacional apontou que 49% dos brasileiros votariam «não» e 45% escolheriam o «sim» se o referendo sobre proibição da venda de armas e munição fosse hoje. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, o resultado está no limite do empate técnico: o porcentual do «não» está entre 46,8% e 51,2%, enquanto o do «sim», entre 42,8% e 47,2%. (Agência Estado)
Dos 2002 entrevistados em 143 municípios entre os dias 11 e 13, 6% não sabiam ou não quiseram opinar. Eleitores homens, jovens, mais instruídos e com maior poder aquisitivo, moradores das Regiões Sul, Norte e Centro-Oeste, são os mais favoráveis ao «não», segundo a pesquisa do Ibope. Entre pessoas menos instruídas, com menor poder aquisitivo e da Região Nordeste estão concentrados os maiores índices de «sim».
Nove em cada dez entrevistados pretendem votar no dia 23 e acompanham as campanhas no rádio e TV. Sobre a qualidade das campanhas: 44% preferem a do «sim» e 42%, a do «não». Mas, desde o início da campanha, no dia 1º, apenas 12% disseram ter mudado de opinião. A principal fonte de informação sobre o referendo ainda são conversas com pessoas da família, conforme apontaram 32% dos entrevistados.
Pesquisas feitas em setembro por diferentes institutos indicavam que entre 72 e 78% dos eleitores votariam no «sim».

Campanha pelo “sim” tentará “demonizar” armas

Na reta final para o plebiscito que decidirá pela proibição ou não do comércio de armas e munições no território nacional, o “SIM” tem vantagem de 10 pontos percentuais para o “NãO”, segundo pesquisa do Jornal Folha de S. Paulo. Esta vantagem já foi de 22 pontos percentuais. De olho na queda, a direção da campanha do “SIM” está mudando a estratégia de sua campanha de rádio e TV. Particularmente sou contra a proibição, voto “NãO”. Leia abaixo matéria do portal Terra.

Campanha pelo “sim” tentará “demonizar” armas
Depois de constatar uma redução da vantagem do “sim” nas pesquisas relativas ao referendo sobre a venda de armas de fogo e munição, a frente parlamentar Brasil sem Armas resolveu mudar a estratégia de sua campanha em rádio e TV. O marqueteiro Luiz Gonzales, que assumiu a produção das peças publicitárias na reta final, mudará o tom e reforçará o discurso de “satanização” das armas e no ataque aos interesses da indústria do setor, que estaria respaldando a frente Pelo Direito da Legítima Defesa, favorável à manutenção do comércio dos armamentos. (Portal Terra)
A mudança de rumo se baseou em levantamentos internos da frente Brasil Sem Armas, segundo os quais a vantagem do “sim” caiu de 22 pontos percentuais para aproximadamente 10 pontos, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. O horário gratuito de exibição das campanhas se encerra no próximo dia 20, a três dias da votação.
Em meio a divergências internas entre a antiga coordenação da campanha e o comando da frente, Gonzales substitui nesta semana Paulo Alves, que pediu afastamento. Segundo o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), secretário-geral da frente, a troca no comando se deu justamente por conta do desejo de dar um tom mais “incisivo” à campanha. Ele confirmou a intenção de “satanizar” as armas nas peças de publicidade.
Jungmann também confirmou que, a partir de agora, a campanha tentará mostrar supostos vínculos do grupo que defende o “não” com o comércio e a indústria de armas.
Ouvido pela Folha, Alves justificou sua saída alegando que houve propostas para os programas “nem sempre compatíveis” com sua leitura do assunto. Ele também questionou a utilização de personalidades famosas na primeira fase da campanha, dizendo que a iniciativa deu a impressão de que a publicidade do “sim” é “mais distante” da realidade da população, se comparada à propaganda do “não”.

“Não” mantém estratégia
Enquanto isso, a frente parlamentar Pelo Direito da Legítima Defesa tende a manter a estratégia até agora, alegando que a venda de armas e munição deve permanecer como está, pois o Estado teria dificuldade de garantir a segurança da população e o cidadão teria de ter garantido o direito a adquirir armas para se defender. Chico Santa Rita, marqueteiro do grupo, afirma que a campanha está crescendo e não pretende “mudar nada”.

Gene da pulga ‘pode ajudar a consertar artérias’

Uma proteína responsável pela capacidade de saltar das pulgas pode ser utilizada para consertar artérias danificadas, segundo cientistas na Austrália. (BBC Brasil)
Os pesquisadores utilizaram o gene que produz a resilina para criar um forte polímero elástico com potencial para emprego em cirurgia.
Eles extraíram o gene da mosca da fruta e cultivaram a resilina em grandes quantidades na bactéria E.coli.
O trabalho científico, da Organização para a Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade Britânica, foi publicado na revista científica especializada Nature.
As surpreendentes propriedades mecânicas da resilina foram descobertas há cerca de 40 anos, durante estudos do sistema de vôo de gafanhotos e libélulas.
Isto não apenas permite que os insetos saltem grandes distâncias mas também que batam suas asas a velocidades de até 200 vezes por segundo.
O material é considerado mais eficiente do que os elásticos mais resistentes, resistindo estiramento e voltando à forma original.

Sem ruptura
Testes em tiras de resilina sintética mostraram que ela tem propriedades semelhantes - elas podem ser esticadas mais de três vezes seu comprimento original sem ruptura.
Os pesquisadores acreditam que a versão artificial do polímero pode ter uma ampla gama de aplicações na medicina e na indústria.
Eles sugeriram que ela pode ser usada para substituir material elástico semelhante nas paredes de artérias danificadas.
Roger Greenhalgh, cirurgião vascular do Imperial College de Londres, disse que a restauração da elasticidade das artérias pode, potencialmente, combater duas formas de doenças cardiovasculares.
Arteriosclerose é o endurecimento e espessamento das artérias, que pode reduzir o fluxo sangüíneo, e levar, eventualmente, a um ataque cardíaco.
Aneurismas ocorrem quando a artéria se dilata e se torna mais fraca.