"Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda." (Cecília Meireles)

Brasil alcançou sua maior taxa de empregos formais em plena crise (OIT)

O Brasil alcançou sua maior taxa de empregos formais – trabalhadores com acesso à segurança social- em 2009, apesar da crise econômica, mas ainda mantém as desigualdades salariais para as mulheres e os negros, de acordo com um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgado nesta quinta-feira.

Do Portal R7

A OIT analisou a situação de trabalho no Brasil no período 2004-2009, que avalia indicadores como oportunidades de emprego, segurança social, remuneração adequada, jornada de trabalho e erradicação do trabalho infantil e escravo.

Em 2009, o Brasil conseguiu pela primeira vez que 54,3% dos trabalhadores tivessem emprego com acesso à segurança social, apesar de sofrer os efeitos da crise financeira.

“Entre 2003 e 2010 foram gerados no Brasil 15,3 milhões de postos formais de trabalho, com a grande vantagem que muitos deles foram criados nas regiões mais pobres”, disse José Rivero, coordenador do estudo da OIT.

“A pesar dessa evolução extremamente positiva do emprego formal, é preciso enfatizar que a informalidade ainda era uma realidade em 2009 para quase metade dos trabalhadores brasileiros, sendo ainda mais acentuada entre mulheres e negros”, disse a OIT.

A diferença da austeridade aplicada na Europa e no Brasil se inclinou por uma política de estímulo à produção e ao consumo que lhe permitiu levar o desemprego a 6% em 2011, sua taxa mais baixa da história. Ao mesmo tempo, mantém-se os subsídios aos mais pobres.

O país, com pouco mais de 190 milhões de pessoas, conta com uma população economicamente ativa (PEA) de 100 milhões de trabalhadores.

Em 1992, as mulheres representavam 40% da PEA e esse porcentagem aumentou a 44,5% em 2009.

A OIT também analisou as diferenças salariais por gênero e raça.

Em 2009, as mulheres recebiam em média 30% menos de remuneração que os homens por realizar o mesmo trabalho e a discriminação era maior conforme aumentava o nível de escolaridade.

Assim mesmo, em 2009, os negros – que junto aos mulatos formam a maioria da população brasileira – recebiam 40% menos que os brancos e a diferença era maior com relação às mulheres negras, disse a OIT.

O organismo também encontrou diferenças na jornada de atividade entre homens e mulheres.

Em média, a mulher trabalha menos horas na semana que os homens (36 horas contra 43,4 horas, respectivamente), mas se incluídas as tarefas domésticas a diferença é de 58 contra 53 horas.

Cerca 90,7% das mulheres com emprego também realiza tarefas domésticos frente a 49,7% dos homens, segundo a pesquisa.

A OIT destacou também a luta do Brasil contra o trabalho infantil e escravo, sendo este último descrito como baixas condições de saúde, alimentação e alojamento, e com salários abaixo do mínimo (308 dólares).

“Entre 1995 e 2011, 41.806 pessoas foram liberadas de situações de trabalho análogas à da escravidão, sendo que 85,8% delas (35.715) entre 2003 e 2011″, diz Rivero.

Além disso, o país reduziu o trabalho infantil de 11,8 a 9,8% entre 2004 e 2009, ano em que ainda trabalhavam 4,2 milhões de crianças entre cinco e 17 anos.

“As políticas de combate à pobreza, de estímulo ao mercado interno e de valorização do salário mínimo propiciaram nos últimos anos uma melhor inclusão das pessoas no mercado de trabalho em condições favoráveis”, afirmou Laís Abramo, diretora da OIT no Brasil.

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Dívida pública atinge em maio menor nível da série histórica do BC

Por Kelly Oliveira – Agência Brasil

A dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,492 trilhão, em maio, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (29). Esse saldo corresponde a 35% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB), o menor nível da série do BC iniciada em 2001. Em relação ao mês anterior, houve redução de 0,7 ponto percentual. Esse resultado ficou pouco acima da previsão do BC para o mês, que era 34,8% do PIB.

Essa queda na dívida líquida é explicada, principalmente, pela alta do dólar. Isso ocorre porque o país é credor em dólar, ou seja, as reservas internacionais e outros ativos são maiores do que a dívida externa.

Outro indicador fiscal divulgado pelo BC é a dívida bruta do Governo Geral (governos federal, estaduais e municipais), muito utilizado para fazer comparações com outros países. No caso da dívida bruta, em que não são considerados esses ativos em moeda estrangeira, mas apenas os passivos, a relação com o PIB é maior: em maio ficou em 56,9%, um pouco acima da projeção do BC (56,7%). No período, a dívida bruta chegou a R$ 2,425 trilhões.

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Desenvolvimento Sustentável – Encontro com a realidade

É possível que alguns de nossos leitores mais jovens se surpreendam com a longevidade do debate em torno do dilema “desenvolvimento econômico ou preservação do meio ambiente”. Nos anos 50 do século XX, o tema já alimentava discussões na Universidade de São Paulo, com mais frequência na Faculdade de Economia, a FEA-USP.

Por Delfim Netto* - Carta Capital

Vivíamos, à época, a ênfase do desenvolvimento acelerado que marcou o governo JK, com a expansão da indústria automobilística, as grandes obras de infraestrutura, especialmente no setor rodoviário, a indústria de construção naval e a metassíntese do crescimento orientado para o interior com a mudança da capital federal para Brasília.

Um dos nossos mestres, o professor Nicholas Georgescu Roegen, grande economista romeno que nos ajudou muito na USP, nos ensinava que “o mundo era finito e que, um dia, o desenvolvimento teria de marcar um encontro com a realidade”. Demorou um pouco, mas chegou a hora… Há sempre a possibilidade de conciliação entre o processo de desenvolvimento e a preservação ambiental.

A consciência desse fato começou a aparecer de forma mais transparente nos anos 70 do século XX, com a preocupação de que as grandes obras de infraestrutura requeridas no processo de crescimento iriam danificar a natureza e com o tempo destruiriam o ambiente em que vivíamos. Tivemos uma demonstração muito clara dessa preocupação quando o Banco Mundial começou a condicionar o financiamento dos nossos maiores projetos à elaboração de programas de conservação da natureza. O desenvolvimento da exploração mineral na Região Amazônica – o Programa do Grande Carajás – foi o primeiro empreendimento a atender às condicionalidades apresentadas pelo Banco Mundial, em matéria de proteção ambiental, para então aprovar o financiamento. O projeto incluiu desde a extração de minérios, a implantação do sistema de transportes para o escoamento da produção (rodovia, ferrovia e porto), até o aproveitamento integrado da hidroeletricidade e da navegação no Rio Tocantins.

O então presidente do Banco Mundial, Robert McNamara, tinha sido secretário da Defesa dos Estados Unidos, quando autorizara o uso do napalm nas florestas asiáticas e, certamente, tinha alguma dor na consciência pela destruição do meio ambiente nas guerras da Coreia e do Vietnã. Ao assumir o banco, ele passou a exigir com muita dureza compromissos para preservar o meio ambiente nos projetos que financiava. Foi quando realmente essa conscientização se transformou em prática corrente, pois teoricamente essas ideias já eram discutidas há bastante tempo.

Não sei qual tratamento será dado às recomendações para o desenvolvimento sustentado na Conferência Rio+20 que a ONU patrocina entre 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro. É importante compreender que o mundo é mesmo finito: chegou o momento de lidar com a sentença do professor Georgescu e enfrentar o fato de que talvez a humanidade tenha de se conformar com um crescimento mais moderado daqui por diante. Esse processo de discussão agora é necessário para conscientizar as pessoas de que não haverá como acomodar toda a população que está chegando aos mercados com um padrão de consumo equivalente aos níveis americanos.

Na solenidade de abertura do Pavilhão Brasil, que antecedeu uma semana a Rio+20, a presidenta Dilma foi bastante objetiva ao afirmar que “o cuidado com o meio ambiente deve ser parte do desenvolvimento de um país e não pode mudar ao sabor de crises. Significa um posicionamento ‘pró-crescer’, incluir, preservar e conservar, como parte intrínseca de uma concepção de desenvolvimento. Significa, também, melhorar a produtividade do nosso solo, preservar os recursos naturais e defender o desenvolvimento que queremos”.

O que vai funcionar na prática é exatamente o resultado do grande esforço tecnológico em desenvolvimento na indústria, na própria atividade de campo dos agricultores, nas descobertas que eles fizerem, na integração da pesquisa e dos processos produtivos.

Aos ecologistas mais ansiosos que defendem a redução do consumo é bom lembrar que ainda estamos a meio caminho do objetivo de garantir aos brasileiros três refeições ao dia. E que isso exigirá um forte aumento na produção de alimentos e na oferta de energia, especialmente do potencial amazônico.

* Delfim Netto é economista, formado pela USP e professor de Economia, foi ministro de Estado e deputado federal.

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Após alívio na Grécia, G20 quer fortalecer euro e economia mundial

Com a pressão ligeiramente aliviada pelos resultados iniciais das eleições na Grécia, o G20, grupo das principais economias emergentes e avançadas do mundo, se reúne em Los Cabos, no México, para discutir o fortalecimento da economia global.

Por Pablo Uchoa – Enviado especial da BBC Brasil a San José del Cabo, México

O pleito grego do final de semana foi vencido pelos conservadores do partido Nova Democracia, que defendem a permanência do país na zona do euro e acatam as medidas de austeridade defendidas pela União Europeia.

As atenções devem estar quase totalmente voltadas para o debate sobre como salvaguardar o euro e evitar que a crise grega se espalhe para outros países europeus, como Espanha e Itália, ainda que a agenda oficial seja mais ambiciosa no sentido de discutir como gerar ”crescimento vigoroso” no mundo.

Espera-se que o G20 expresse na sua declaração final um apoio firme em favor do euro. E os mercados já especulam que pode ser anunciada na reunião uma ação conjunta de Bancos Centrais para injetar liquidez no sistema financeiro.

Entretanto, o Brasil, que avalia como positiva a sinalização de que a Grécia permaneça na zona do euro, vai enfatizar que a solução para o problema grego – e europeu em geral – não é apenas financeira, mas passa por estimular os mercados dos países em crise, gerando dinamismo econômico.

A presidente Dilma Rousseff, que está em Los Cabos acompanhada do ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai reforçar o coro dos que defendem uma pitada de estímulos econômicos no coquetel de medidas de austeridade adotado nos países avançados.

Além disso, o país vai barganhar ao lado de outros emergentes reunidos nos Brics – grupo que inclui também Rússia, China, Índia e África do Sul – mais poder no Fundo Monetário Internacional (FMI) em troca de aportes para reforçar o caixa da instituição contra a crise.

Socorro à Grécia

Às vésperas do encontro, quando as delegações dos países ainda estavam a caminho do balneário de Los Cabos, na costa mexicana do Pacífico, sede da cúpula, o tema que mais preocupou as delegações foram as eleições gregas – vistas como um referendo sobre a permanência ou não do país na zona do euro.

Mas logo após os resultados iniciais do pleito, que favoreceu o partido mais inclinado a manter a Grécia na zona do euro e honrar os compromissos do país com seus credores, o tom foi de menor tensão.

Os Estados Unidos, que consideram que sua economia está sendo arrastada pela crise na zona do euro e que por isso têm gerado empregos aquém do necessário, expressaram o desejo de que a eleição grega ”leve à formação de um novo governo que possa alcançar progresso rápido nos desafios econômicos que o povo grego enfrenta”.

”Acreditamos que é no interesse de todos que a Grécia permaneça na zona do euro, enquanto respeitando seus compromissos com reformas”, disse a Casa Branca em comunicado.

Já o ministro do Exterior da Alemanha, Guido Westerwelle, amaciou o tom ao falar do cenário político grego e indicou que os credores do país poderiam concordar com um relaxamento das condições impostas para emprestar recursos ao governo de Atenas.

“Não deve haver mudança substancial nos compromissos”, disse o ministro, ”mas posso imaginar, sem problemas, uma negociação sobre novos prazos”.

Até agora, a Alemanha vinha se mantendo inflexível na negociação dos recursos emprestados à Grécia. Mas Westerwelle disse que o país viveu “uma paralisia política nas últimas semanas devido às eleições” e que ”os cidadãos comuns não podem ser punidos, especialmente porque já suportaram cortes drásticos”.

Leia mais no sítio da BBC Brasil

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Conheça as 11 novas “universidades de excelência” na Alemanha

Dezesseis instituições disputavam o título e a subsequente subvenção milionária do governo. Das nove universidades consideradas “top” nos últimos cinco anos, apenas seis conseguiram manter o status.

Da Deutsche Welle

Quais são as melhores universidades da Alemanha? Uma comissão dos governos federal e dos estados alemães decidiu que, nos próximos cinco anos, 11 universidades do país poderão se autodenominar “universidades de excelência”.

As cinco novatas do seleto grupo são a Universidade Humboldt de Berlim, a Universidade Técnica de Dresden, assim como as Universidades de Colônia, de Bremen e de Tübingen.

Também as nove universidades que já detinham o status de “universidade de excelência” na Alemanha, tiveram de concorrer novamente à iniciativa. Dessas, somente seis conseguiram manter o título. São ela: a Universidade Técnica de Munique, a Universidade Ludwig Maximilian de Munique, a Universidade Livre de Berlim, a Escola Superior Técnica (RWTH) de Aachen e as Universidades de Heidelberg e de Konstanz.

Iniciativa de excelência

Annette Schavan, ministra alemã da Educação, traçou um balanço positivo da chamada Iniciativa de Excelência. “Sabemos a partir da experiência dos últimos anos o quanto a Iniciativa de Excelência modificou, para melhor, as universidades na Alemanha, o quanto ela dinamizou o sistema científico”, disse.

Além disso, a ministra ressaltou que a visibilidade internacional da ciência alemã também aumentou. “Sabemos também que, com suas candidaturas e também com seus conceitos de sucesso, muitas escolas superiores se beneficiam dessa iniciativa dos estados e do governo federal”, acresceu Schavan.

Entre as que já detinham o título, três universidades falharam em mantê-lo: as Universidades de Freiburg, Göttingen e Karlsruhe. Particularmente surpreendente foi a saída do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe do grupo de excelência. Sua cooperação com a pesquisa extrauniversitária havia sido muito elogiada.

Novos títulos, mais recursos

Seis anos atrás, os governos federal e dos 16 estados alemães se juntaram pela primeira vez para lançar a chamada Iniciativa de Excelência, um concurso destinado a fomentar a pesquisa de ponta. A iniciativa procura as melhores universidades e institutos de pesquisa, apoiando-os com recursos financeiros estatais. Este é o terceiro ano de realização da Iniciativa de Excelência.

Em cada candidatura, as cerca de 100 universidades alemãs podem se inscrever para diversos prêmios. O concurso abrange três categorias. Na primeira podem se candidatar universidades com seus cursos de pós-graduação, ou seja, com seus conceitos para a promoção dos jovens cientistas.

Outra categoria se aplica aos “clusters de excelência”, nos quais universidades com centros especiais de pesquisa de ponta podem se destacar. Existe ainda a categoria principal dos “conceitos futuros”, no qual as instituições podem apresentar planos concretos que lhes abram o caminho para a elite científica internacional. Somente os ganhadores dessa categoria podem ser chamados de “universidades de elite”.

Para as universidades alemãs, ser uma “universidade de excelência” faz uma grande diferença, especialmente orçamentária: até 2017, cada uma delas receberá, anualmente, verbas adicionais de 10 milhões de euros devido ao título que conquistaram.

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Rússia aposta em satélites pequenos

A Rússia está desenvolvendo projetos de satélites pequenos, incluindo nanosatélites (até 10 kg). Estes aparelhos, além de serem eficazes a cumprir muitas funções, tornam o seu lançamento muito mais económico devido à utilização de foguetes portadores mais leves.

Da Rádio Voz da Rússia

Nas órbitas geoestacionárias fazem falta retransmissores potentes e as correspondentes fontes de alimentação potentes e pesadas, por isso os aparelhos com pesos de muitas toneladas não podem ser dispensados. Contudo, numa série de casos, o peso pode ser consideravelmente reduzido à custa da miniaturização dos sistemas de serviço. A Rússia já tinha lançado o seu primeiro nanosatélite em 2005, afirmou Yuri Urlichich, diretor geral da empresa Sistemas Cósmicos Russos.

“Foi lançado pelo cosmonauta Salizhan Sharipov a partir da EEI. Para fabricar esse satélite tivemos de elaborar uma dúzia de novas tecnologias, sistemas de transmissão de dados e indicadores, incluindo a criação de um sistema de comando de um só cristal”.

“Os pequenos aparelhos terão múltiplas utilizações”, – continua Yuri Urlichich.

“Vamos fabricar um satélite desse tipo para o sistema automático de identificação no mar (AIS), o que contribuirá para facilitar a navegação e aumentar a segurança nos mares e oceanos e nos grandes rios. Os aparelhos extrapequenos podem ser incluídos como elementos de baixa altitude no sistema global de salvamento Cospas-Sarsat. Também serão utilizados na meteorologia, nomeadamente, na previsão de terremotos”.

Alguns indicadores desses cataclismos já são conhecidos há muito tempo: é o aumento da atividade sísmica e a concentração de radão, a alteração do nível das águas freáticas e a alteração de comportamento dos animais. Segundo Yuri Urlichich, os cientistas russos descobriram mais um fator.

“Ao trabalharmos no GLONASS, verificámos que, na ionosfera, antes dum terremoto a concentração de elétrons livres altera-se. Sete horas antes da catástrofe no Japão, em março do ano passado, nós vimos um pico por cima do futuro epicentro. Para evitar colocar uma grande quantidade de estações sismográficas, nós propomos colocar no espaço pequenos aparelhos, intercomunicáveis, medindo o atraso do sinal na ionosfera”.

Os pequenos aparelhos podem também fotografar a Terra, retransmitir comunicações de radioamadores e fazer investigação universitária. Em órbitas baixas eles comportam-se como pedaços de detritos cósmicos – reduzem a altitude relativamente depressa, entram nas camadas densas da atmosfera e ardem completamente, o que pode ser até uma vantagem: ao terminar as suas tarefas, esses satélites não vão poluir o espaço orbital próximo, onde já de si flutuam milhares de pedaços de estágios de foguetes, satélites inativos e seus fragmentos.

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Atividade econômica do país cresceu 0,22% de março para abril

A atividade econômica do país registrou o crescimento de 0,22% em abril, na comparação com o mês anterior. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), ajustado para o período, divulgado hoje (15).

Por Kelly Oliveira – Agência Brasil

Esses dados do IBC-Br na comparação com o mês anterior têm alternado crescimento e queda. Em janeiro, na comparação com dezembro, houve queda de 0,38%. Em fevereiro, houve alta de 0,56% e em março queda (0,61%), segundo os números revisados divulgados hoje.

Em relação a abril do ano passado, houve uma redução de 0,02% (sem ajustes). Essa é a primeira queda nesse tipo de comparação desde setembro de 2009, quando o índice recuou 1,79% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Nessa época teve início a crise financeira internacional, com a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers.

No primeiro quadrimestre deste ano ante igual período do ano passado, o crescimento foi 0,78%, no caso do índice sem ajustes, considerado o mais adequado pelos economistas para esse tipo de comparação. Em 12 meses encerrados em abril, o IBC-Br, sem ajustes, registrou alta de 1,65%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar e antecipar como está a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

O acompanhamento do índice é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica e contribui para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic. O Copom tem reduzido a taxa básica como uma forma de estimular a atividade econômica brasileira, que enfrenta efeitos da crise econômica internacional.

Atualmente a Selic está em 8,5% ao ano, o menor nível desde que a atual política monetária foi adotada, no início de 1999.

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Mantega: governo mudou IOF porque não há mais excesso de liquidez no mercado

Da Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que a medida que isentou do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) empréstimos no exterior com prazos acima de dois anos foi tomada porque não há mais excesso de liquidez (recursos) no mercado. Decreto publicado na edição de hoje (14) do Diário Oficial da União reduziu o prazo de cobrança do IOF de 6% para empréstimos de cinco para dois anos.

“A medida tinha sido adotada no momento em que existia muita liquidez no mercado e estava entrando muito recurso estrangeiro por intermédio desse mecanismo”, disse Mantega.

Segundo o ministro, os bancos brasileiros estavam tomando muito crédito no exterior e “irrigando” a economia doméstica com o excesso de recursos. Nesse período, o dólar registrou acentuada queda e o real estava sempre em alta.

“Agora, julgamos que esse excesso de liquidez terminou e nós estamos abrindo a possibilidade para que os bancos e as empresas brasileiras voltem a tomar empréstimos no exterior sem essa taxa de IOF”, destacou.

O ministro informou ainda que a medida irá reduzir o custo do crédito e aumentar a oferta de recursos no país, já que o prazo para isenção do IOF passou a ser acima de dois anos.

“Fundamentalmente [é] uma medida de liquidez e aumento da disponibilidade financeira para as instituições e empresas brasileiras”, avaliou.

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Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde em maio; soja foi destaque

Comentário: Enquanto isso a Índia teve sua perspectiva de Rating Soberano alterada para negativa, com possibilidade de perda do “nível de investimento”. O país asiático possui enorme déficit comercial, ao contrário do Brasil.

O agronegócio brasileiro conseguiu, em maio, seu melhor resultado em exportações, com vendas de US$ 10,26 bilhões.

Por Danilo Macedo – Agência Brasil

O valor é 21,2% maior que o resultado de maio ano passado e supera o recorde anterior, que tinha sido conquistado em agosto de 2011, de US$ 9,84 bilhões. Com a redução de 14,1% nas importações, que ficaram em US$ 1,34 bilhão, o saldo comercial do setor fechou maio em US$ 8,92 bilhões.

No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações brasileiras do agronegócio cresceram 17,9%, chegando a US$ 97,4 bilhões. As importações aumentaram 13,9% e fecharam em US$ 17,4 bilhões, resultando em saldo comercial, entre junho de 2011 e maio de 2012, de US$ 80 bilhões, de acordo com Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura.

Segundo relatório produzido pela secretaria, “o recorde das exportações do agronegócio em maio foi obtido, principalmente, em função da ampliação das exportações do complexo soja”, que aumentou suas vendas em US$ 1,52 bilhão e respondeu por cerca de 90% do incremento total das exportações do agronegócio, que foi US$ 1,79 bilhões. Sozinho, o complexo soja exportou US$ 4,9 bilhões, equivalente a 47,7% dos embarques feitos em maio.

O segundo setor que mais vendeu para o exterior foi o de carnes, com US$ 1,45 bilhão; seguido pelo complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol), com US$ 1,08 bilhão; produtos florestais, com US$ 771 milhões; e café, com US$ 495 milhões. Juntos, os cinco produtos mais vendidos tiveram participação de 84,7% no valor total das vendas do agronegócio. Os dois últimos apresentaram redução nas vendas em relação a maio de 2011, de 8,6% e 30,6%, respectivamente.

A China, maior comprador dos produtos do agronegócio brasileiro, aumentou suas compras em 57,8% na comparação de maio de 2011 com o mesmo mês deste ano, com US$ 3,4 bilhões em compras. Em seguida, mas com valores bem menores, aparecem os Países Baixos (US$ 537,6 milhões), Estados Unidos (US$ 530,8 milhões) e a Rússia (US$ 419,9 milhões).

Além da China, os países que mais se destacaram pelo aumento das importações de produtos do agronegócio brasileiro, no mês de maio, foram o Egito (189%), Vietnã (96,7%), a Venezuela (62,4%), Coreia do Sul (53,5%) e Argélia (53%).

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Novo sistema de endereços IPv6 prepara internet para o futuro

Endereços na internet não bastam para cobrir número atual de usuários. Empresas mundiais implementam novo sistema IPv6, com 340 undecilhões de possibilidades. Especialistas temem pelo futuro da privacidade de dados.

Da Deutsche Welle

“Hoje lançamos a internet do século 21: vocês ainda não viram nada”, escreveu o vice-presidente da Google e “um dos pais da internet”, Vint Cerf, no blog oficial da empresa.

Mais de 1.400 empresas em todo o mundo adotaram, a partir desta quarta-feira (06/06), um novo sistema de protocolos de internet. Entre elas, Google, Facebook e Microsoft. O novo sistema, chamado IPv6, permite aumentar o número de endereços IP (Internet Protocol).

A mudança é vista como um passo importante para o futuro da internet, mas deverá ser praticamente invisível para o usuário. Os especialistas não esperam a ocorrência de muitos problemas de compatibilidade. O antigo sistema, o IPv4, continuará funcionando em paralelo nos próximos anos. Além disso, muitos sistemas operacionais modernos já suportam o novo formato.

O que vai mudar

No mundo online, os endereços IP são equivalentes aos números de um catálogo telefônico. Para cada página de internet e cada computador ou smartphone que se conecta à internet, é atribuído um número específico: o endereço de IP.

Mas até agora o sistema era limitado, permitindo a utilização de “apenas” 4,3 bilhões de endereços. “Quando a internet foi lançada operacionalmente em 1983, seus criadores jamais sonharam que haveria bilhões de dispositivos e utilizadores tentando se conectar online”, comentou um dos “pais da internet, Vinton Cerf, no blog da Google. Por isso, foi preciso aumentar o número de endereços.

As vantagens do processo são semelhantes às da ampliação dos números de telefone. Quando se acrescenta um ou dois dígitos aos números antigos, há mais números disponíveis para novos usuários. Na internet, a introdução do novo formato IPv6 levará a um aumento substancial do número de endereços: para 340 undecilhões – o número 340 seguido de 36 zeros.

Críticas

A introdução do novo formato traz também novas preocupações para alguns especialistas. Antes, os usuários não tinham um endereço individual fixo. Somente o provedor de internet sabia o endereço de quem estava conectado em determinado momento. Mas teme-se que isso possa mudar com o novo sistema, permitindo criar perfis detalhados de usuários.

Um dos principais especialistas alemães da área da proteção de dados, Thilo Weichert, apelou em entrevista ao jornal Frankfurter Rundschau pela garantia do anonimato na internet do futuro: “Continuamos defendendo as normas aplicáveis ao IPv4, que dificultam a identificação”.

O novo formato IPv6 tem, na realidade, um sistema próprio de proteção de dados: a chamada privacy extension, que codifica a segunda parte do endereço IP. Os responsáveis pelo novo sistema pretendem, assim, garantir o anonimato do usuário.

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