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Do Diário Digital:
A economia brasileira ultrapassou durante o período de crise o Canadá e a Espanha e passou a ser a oitava maior economia mundial, relegando a Espanha para nona maior economia, diz hoje o jornal espanhol Expansión.
De acordo com o jornal espanhol, comparando o crescimento das dez maiores economias nos períodos entre segundo trimestre de 2006 ao primeiro de 2007 e do segundo trimestre de 2009 ao primeiro de 2010, a Espanha perde a oitava posição para o Brasil e passa a nona maior economia do mundo (comparando apenas o seu Produto Interno Bruto nestes períodos).
A economia brasileira ultrapassa ainda a canadense, que passa a ser a décima maior economia (apesar de integrar oficialmente o G7).
Destaque ainda para a China, que passa a ocupar o segundo lugar no Top Ten das 10 maiores economias, relegando o Japão para terceiro lugar.
No conjunto das dez maiores economias, apenas duas registram um PIB inferior em 2010 ao que haviam registrado no final do primeiro trimestre de 2007, sendo a maior queda a do Reino Unido, seguindo-se então a economia italiana.
Em primeiro lugar continuam os Estados Unidos, com um PIB que é mais de o dobro registrado pela China (segundo) e do Japão (terceiro), sendo inclusive maior que estas duas juntas.
Segue-se Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Brasil, Espanha e Canadá.
Dez maiores economias (PIB em bilhões de dólares):
| 1 |
EUA |
14,217 |
| 2 |
China |
5,220 |
| 3 |
Japão |
5,118 |
| 4 |
Alemanha |
3,415 |
| 5 |
França |
2,666 |
| 6 |
Itália |
2,089 |
| 7 |
Reino Unido |
2,066 |
| 8 |
Brasil |
1,797 |
| 9 |
Espanha |
1,464 |
| 10 |
Canadá |
1,347 |
Diário Digital / Lusa
Valeria Perasso – De Buenos Aires para a BBC Mundo
Condições de vida a 4,5 mil metros acima do nível do mar são extremas
Em um lago remoto, a 4,5 mil metros acima do nível do mar e em um hábitat com pouco oxigênio, vivem as “superbactérias”.
Esses milhões de organismos resistentes a extremos, descobertos por uma equipe de investigadores da Argentina, poderiam ajudar a revelar como começou a vida na Terra e como seria possível sobreviver em outros planetas.
A descoberta se deu no lago Diamante, na província de Catamarca, no noroeste da Argentina – um espelho de água no meio de uma cratera vulcânica que, segundo os especialistas, é o mais próximo do ambiente primitivo da Terra que existia há 3,4 bilhões de anos atrás.
“Estas lagoas e as bactérias que sobrevivem nelas guardam o segredo de mecanismos de resistência a condições extremas que podem ter muitas aplicações biotecnológicas”, disse à BBC Mundo a microbióloga María Eugenia Farías, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet, na sigla em espanhol).
Se as bactérias são capazes de sobreviver neste ambiente inóspito, sugerem os pesquisadores, talvez pudessem também sobreviver em um hábitat como o do planeta Marte.
A pesquisa se insere na chamada ciência da astrobiologia, que investiga possíveis formas de vida extraterrestre.
Leia matéria completa no sítio da BBC Brasil.
Reproduzo abaixo matéria publicada no portal G1:
Pesquisadores ouvidos pelo G1 dizem que Brasil é desconfiado demais.
Eles alegam não existir risco de ‘internacionalização’ da floresta.
Daniel Buarque Do G1, em São Paulo
Quando visitou o Brasil em 2003, no início da invasão do Iraque, o advogado americano Mark London ficou chocado com faixas que viu penduradas pela capital do país. O pesquisador estudava a Amazônia brasileira havia décadas, era autor de um livro pioneiro sobre o assunto nos Estados Unidos, e se viu diante de frases que alegavam que, depois do Iraque, o alvo dos americanos seria o Brasil, por conta da floresta e das suas reservas de água, o que achou absurdo.
A experiência dele é comum entre quase todos os estudiosos norte-americanos que se debruçaram sobre a importância da região amazônica para o Brasil para o mundo. O G1 entrevistou mais de dez pesquisadores brasilianistas e de geopolítica que estudam a Amazônia sob a ótica americana e constatou que eles sempre dizem se ver diante do que consideram uma desconfiança excessiva e desnecessária, fruto do que acham ser “paranoia” dos brasileiros.
Na opinião de London, há uma desconexão entre o que os brasileiros acham que é a opinião americana sobre a Amazônia e a realidade dos que os EUA pensam sobre a região. “A paranoia é real. Isso é completamente sem sentido. Não há nenhuma sugestão de que vamos invadir, ocupar, intervir de nenhuma forma. Temos problemas suficientes intervindo em países inimigos, porque criaríamos um problema com nossos amigos? Não há razões para intervir na Amazônia tanto quanto não há de intervir em Paris, na França”, disse London, em entrevista ao G1. Advogado, London é co-autor dos livros “Amazon”, publicado em 1985, e “A última floresta” (Ed. Martins), em que o tema foi atualizado em 2007.
Essa interpretação de que os brasileiros se preocupam demais é compartilhada por pesquisadores mais conservadores, como o diretor do Instituto Stratfor, George Friedman, e por acadêmicos de esquerda, como a professora Barbara Weinstein, da New York University. Segundo os pesquisadores, não existem planos norte-americanos para uma invasão da Amazônia. A ideia de uma intervenção direta no território brasileiro é tratada como irreal até mesmo pelo discurso oficial do governo dos Estados Unidos, ignorada pela grande mídia e vista como impossível, obra de ficção ou até paranoia de pessoas que acreditam em “teorias da conspiração”, segundo pesquisadores tanto da região quanto das relações entre os dois países envolvidos na questão.
“Isso é absurdo”, disse, rindo, a professora Weinstein, da NYU. “Eu mesma sou muito crítica em relação aos Estados Unidos, mas acho que essa preocupação não é nada real.” Weinstein é uma das pesquisadoras mais prolíficas da história do Brasil nos Estados Unidos. Ligada desde 2007 à NYU, ela já passou períodos em Yale e Princeton, e escreveu livros que tratam da questão ambiental da Amazônia, da história da exploração de borracha no norte do pais, da formação da classe trabalhadora no Brasil, e atualmente pesquisa as questões de regionalismo, com a predominância de São Paulo sobre o resto do país. Ela é autora, entre outras obras e artigos, de “(Re)formação da Classe Trabalhadora no Brasil, 1920-1964″ (Editora Cortez) e “A Borracha na Amazônia: Expansão e Decadência, 1850-1920″ (EDUSP).
Segundo ela, a região em que fica a maior floresta tropical do mundo é reconhecida como território brasileiro, e muitas vezes confundida com a totalidade do país, sendo uma das primeiras imagens evocadas ao se pensar na ideia de Brasil. Além disso, é o governo brasileiro que é cobrado pela forma como trata a Amazônia, seja por questões ambientais ou geopolíticas. O discurso mais comum nos Estados Unidos é de admiração pela vastidão da floresta, de mistério envolvendo sua imensidão, mas de distância, não de intervenção.
De acordo com Nikolas Kozloff, autor de um dos estudos mais recentes publicados nos Estados Unidos sobre a Amazônia, a ideia de que pode haver uma intervenção americana na Amazônia brasileira é o tipo de teoria conspiratória em que só brasileiros acreditam. “Falei com muitas pessoas de diferentes vertentes políticas, de direita e esquerda, e jamais ouvi ninguém defender este tipo de coisa, nem falar sobre o assunto”, disse ao G1. Ele pessoalmente está mais ligado à esquerda, e diz que não existe nenhum tipo de ameaça como esta temida pelos brasileiros.
Kozloff publicou em abril seu terceiro livro sobre a América Latina: “No Rain in the Amazon: how south america’s clime change affects the entire planet” (Sem chuva na amazônia: como a mudança climática na América do Sul afeta o planeta inteiro), lançado depois de escrever sobre a trajetória de Hugo Chávez e, em seguida, sobre a “onda rosa” de governos de esquerda na América Latina.
A interpretação de que questões relacionadas à Amazônia e ao ambiente podem motivar conflitos é exagerada segundo o especialista em geopolítica George Friedman, fundador e diretor da Stratfor, empresa privada de inteligência e previsão em geopolítica global e economia. Ele é autor de quatro livros sobre estes temas, e é reconhecido como especialista em segurança nacional norte-americana e inteligência de guerra. Apontado como conservador e mais ligado à direita, Friedman escreveu “Os próximos 100 anos”, livro publicado em 2009 e que se tornou um dos mais vendidos na lista do “New York Times”, em que usa uma análise detalhada da história do mundo para fazer uma previsão do futuro.
“Não há possibilidade de uma intervenção americana no Brasil, mas a América Latina adora a fantasia da ação direta dos Estados Unidos, pois isso sempre serviu para explicar os fracassos do continente. Os Estados Unidos sempre foram os vilões. Em muitos casos, o país nem foi tão influente, mas foi visto desta forma. A ideia de que o governo dos Estados Unidos está pensando em intervir no Brasil é irracional. Os brasileiros pensam nisso, não os americanos”, disse, em entrevista ao G1. A justificativa de Friedman é de que a Amazônia é uma responsabilidade do Brasil e não cabe aos Estados Unidos se envolverem nem mesmo na proteção ambiental da região.
Na mídia
Mesmo com a negativa veemente de pesquisadores em relação ao risco de intervenção internacional no território brasileiro, há outros fatores que geram preocupação no Brasil e que criam nos Estados Unidos uma impressão de que os brasileiros são paranóicos com a Amazônia. Para muitos americanos, além de não darem conta totalmente de controlar a região, querem evitar de qualquer forma que esta seja a impressão americana.
Um exemplo disso foi um texto de 2008 no “New York Times”, o jornal mais relevante dos Estados Unidos, que usava como gancho a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, uma semana antes, para discutir a preocupação brasileira com a posse da Amazônia. O título da reportagem, “Whose Rain Forest is this, Anyway?”, algo que pode ser traduzido livremente para “De quem é esta floresta tropical, afinal?” tem uma carga de “ameaça” muito mais forte de que o resto do texto. Por mais que tenha alguns juízos de valor e algumas informações vagas, a reportagem aparenta ser respeitosa e correta. O G1 entrou em contato com o correspondente, mas ele respondeu que não poderia dar a opinião dele por não ter autorização do “Times” para dar entrevistas a respeito da visão editorial que tem do Brasil.
O início da reportagem alega que o Brasil passou sua história “olhando nervosamente” para os mapas do território pouco habitado da Amazônia, e que por isso a colonização desse espaço foi uma prioridade dos anos 1960 e 70, como questão de segurança nacional. O texto passa então a comentar casos em que a propriedade da Amazônia supostamente haviam sido questionados publicamente, que “reacendem velhas atitudes de protecionismo territorial e vigilância contra invasores externos”, diz. Segundo ele, “muitos” tratam as estratégias do governo para a região como “paranoica”.
O governo brasileiro divulgou uma resposta oficial ao artigo do “New York Times” uma semana depois da sua publicação, e em discurso oficial do presidente Lula. “O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono, e o dono é o povo brasileiro. São seringueiros, pescadores e nós que somos brasileiros”, disse Lula na abertura do 20º Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro .
Preocupação saudável
Por mais que haja a visão norte-americana de que os brasileiros são paranoicos, nem todos os pesquisadores acham exagerada a preocupação do país com a proteção do seu território na Amazônia. Colin MacLachlan, especialista no Brasil formado na Universidade da Califórnia em Los Angeles, faz referência ao assunto. MacLachlan alega que a preocupação brasileira em ter respeito internacional não é exagerada por conta da gigantesca proporção do território e do enorme trabalho para garantir a soberania sobre ele. A afirmação faz parte do livro “A History of Modern Brazil: The Past Against the Future” (Uma história do Brasil moderno: O passado contra o futuro), lançado em 2003. O combate ao tráfico de drogas na Colômbia, diz o livro, com ajuda norte-americana, coloca em risco o território brasileiro, para onde poderiam fugir os produtores que ficam na fronteira norte do país. Isso levaria a guerrilha para o território brasileiro e deixaria ainda mais clara a noção de fraqueza no controle da região.
“A fronteira por terra do Brasil tem 16.503 km e passa por todos os países sul-americanos exceto Chile e Equador. A fronteira amazônica (11 mil km) parece a mais vulnerável. Pouco populosa e fracamente ligada ao sul, a região historicamente se definiu de forma diferente do resto do Brasil pela comunidade internacional. Seu impacto exótico nos primeiros exploradores europeus nunca desapareceu”, diz. Segundo ele, mudanças nas definições do que constitui motivo para guerra ou intervenção na era pós Guerra Fria tornou difícil medir a reação internacional. Ações e situação que anteriormente poderiam ser consideradas questões internas agora têm potencial de se transformar em problemas transnacionais.
Um pesquisador americano que defende o direito brasileiro de se preparar para evitar qualquer tipo de problema em relação à soberania da Amazônia é Daniel Zirker, diretor da faculdade de Artes e Ciências Sociais e professor de Ciência Política da Universidade de Waikato, na Nova Zelândia, Daniel Zirker serviu no Corpo de Paz dos Estados Unidos no Nordeste do Brasil no início dos anos 1970. Ele concedeu entrevista por telefone, desde a Nova Zelândia. Segundo ele, não é possível prever uma ação dos EUA no Brasil, não há motivos para isso, mas os brasileiros, especialmente entre os militares, têm razões para se sentirem ameaçados.
Após atuar como diretor de estudos ambientais da universidade Estadual de Montana, entre 2002 e 2003, e como presidente do comitê de pesquisas sobre as forças armadas da Associação de Ciência Política Internacional, Zirker se consolidou como um dos mais importantes pesquisadores das relações político militares entre Brasil e Estados Unidos, levando em consideração especialmente a questão da soberania brasileira da Amazônia e os riscos de uma intervenção internacional na floresta. “Nas circunstâncias atuais, concordo que é impossível uma intervenção na Amazônia. Mas não podemos prever o futuro e não sabemos como o mundo vai reagir em caso de um problema mais serio na região no futuro. Hoje não vejo nenhuma razão para os EUA invadirem uma área da Amazônia. Ao mesmo tempo, muitos europeus e americanos declararam sua preocupação que a Amazônia seja cuidada”.
Do Portal Terra:
A revista Forbes e o instituto de pesquisas Gallup publicaram um ranking dos países mais felizes do mundo. A ordem, onde o Brasil aparece empatado em 12º com o Panamá, é baseada em uma pesquisa feita entre os anos de 2005 e 2009 em 155 países para medir dois tipos de bem-estar.
Primeiro, as pessoas responderam questões que refletiam sua satisfação geral com suas vidas e deram notas de 1 a 10. Posteriormente, foram feitas perguntas sobre como cada item foi visto no dia anterior.
Segundo o levantamento, os cinco países mais felizes são europeus: Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia e Holanda. O grupo vem seguido pela Costa Rica e pela Nova Zelândia, empatados em sexto lugar. Os Estados Unidos estão em 14º lugar, junto com a Áustria.
Na ponta de baixo da tabela, onde estão os países mais infelizes do mundo, se destacam os africanos Togo, 155º, Burundi e as Ilhas Comoros, empatados em 153º. A Bulgária é o país europeu de pior colocação, 137º, e o Haiti é o representante americano neste lado da tabela, em 144º. O asiático mais infeliz é, segundo a pesquisa, o Camboja, no 148º.
Da BBC Brasil
Uma reportagem veiculada pela revista britânica Economist calcula que os recursos gastos pelo Brasil em ajuda humanitária e desenvolvimento no exterior podem chegar a US$ 4 bilhões por ano.
O cálculo, que inclui as iniciativas brasileiras de assistência técnica, cooperação agrícola e ajuda direta a países da África e América Latina, mostra que o Brasil “está se tornando rapidamente um dos maiores doadores mundiais de ajuda aos países pobres”, diz a revista.
A reportagem chega ao montante de US$ 4 bilhões somando os recursos da Agência Brasileira de Cooperação, projetos de cooperação técnica, ajuda humanitária a Gaza e ao Haiti, recursos destinados ao programa de alimentos da ONU e outros, e financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, nos países emergentes.
Entretanto, a Economist questiona a rapidez com que o Brasil tem elevado sua ajuda no exterior, apontando que a estrutura burocrática do Estado brasileiro dedicada a encaminhar esta ajuda está sobrecarregada e lembrando que o próprio Brasil ainda precisa combater bolsões de pobreza dentro de seu próprio território.
A análise é publicada no momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna de uma viagem por seis países da África, nos quais promoveu parcerias no campo do biocombustível e reiterou a existência de linhas de crédito do BNDES para projetos no continente africano e latino-americano.
“Este esforço em ajuda, embora não seja chamado assim pelo governo, tem grandes implicações”, diz a revista.
“Distribuir assistência na África ajuda o Brasil a competir com a China e a Índia por influência no mundo em desenvolvimento. Também angaria apoio para a campanha solitária do país por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.”
Outro fator, lista a revista, seria a abertura de mercados para os produtos brasileiros a partir das iniciativas de cooperação e a aproximação do Brasil com os países em desenvolvimento.
A reportagem compara a assistência brasileira com a chinesa. Afirma que a influência do Brasil é percebida como mais simpatia porque se volta para programas sociais e agrícolas, enquanto a chinesa promoveria, aos olhos dos países ocidentais, práticas corruptas e polêmicas sobretudo no campo da infraestrutura.
Entretanto, a Economist vê o que chama de “ambivalência” nos programas de ajuda do Brasil. Lembra que o país ainda precisa combater bolsões de pobreza dentro de seu próprio território, aponta deficiências na estrutura burocrática voltada para a cooperação internacional e avalia que funcionários e instituições voltados para este fim estão “sobrecarregados” com o crescimento exponencial do volume de assistência durante os anos do governo Lula.
Para a Economist, até resolver esses gargalos, “o programa de ajuda do Brasil permanecerá um modelo global à espera – um símbolo, talvez, do país como um todo”.
Do Portal AutoEsporte.com
Crise financeira mundial afetou o desempenho norte-americano em 2009. Nas vendas totais, os Estados Unidos ainda são o 3º maior produtor.
O Brasil se tornou o quinto maior produtor de automóveis do mundo, de acordo com a Organisation Internationale des Constructeurs d’Automobiles (Oica). Com 2.576.628 de unidades fabricadas em 2009, o país superou a produção dos Estados Unidos, na sexta posição com 2.249.061 unidades.
O fraco desempenho dos EUA é justificado pelo maior consumo de veículos comerciais leves (utilitários esportivos e picapes) no país e pela crise que afetou durante todo o ano passado tanto o mercado americano quanto países para os quais exportam.
Leia matéria completa no portal AutoEsporte.com
Deu no Portal G1
A Petrobras bateu novo recorde de produção de petróleo em abril, segundo o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli. No mês, a média diária de produção ficou em 2,078 milhões de barris.
“Acabei de receber do diretor Guilherme Estrella (Exploração e Produção): no mês de abril a Petrobras bateu seu recorde histórico de produção de petróleo no Brasil produzindo 2,078 milhões de barris por dia”, informou o executivo em Pernambuco, durante lançamento ao mar do primeiro navio da Transpetro feito totalmente no país após a retomada da indústria naval.
Em março, a produção da empresa registrou 1,987 milhão de barris diários. O último recorde de produção foi conseguido em setembro de 2009, com 2,004 milhões de barris por dia. Para 2010 a empresa estabeleceu meta de produção média de 2,1 milhões de b/d, reduzida de uma projeção inicial de 2,171 milhões de b/d.
Leia mais no Portal G1
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos líderes mais influentes do mundo, segundo lista divulgada pela revista americana ‘Time’ nesta quinta-feira (29). Veja a lista dos 100 (em inglês) no sítio da Time.
Reproduzo abaixo artigo traduzido de Michael Moore:
Líderes
Luiz Inácio Lula da Silva
Quando os brasileiros elegeram Luiz Inácio Lula da Silva para Presidente pela primeira vez em 2002, os barões do roubo no país nervosamente verificaram o nível de combustível dos seus jatos particulares. Eles tinham transformado o Brasil em um dos lugares mais desiguais do mundo, e então parecia ser a hora do troco. Lula, 64 anos, era um genuíno filho das classes trabalhadoras da América Latina – de fato, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores – que já havia inclusive sido preso por liderar uma greve.
Ao ser finalmente declarado vencedor para a presidência, após três tentativas frustradas, ele já era uma figura familiar na vida nacional brasileira. Mas o que o levou à política pela primeira vez? Teria sido seu conhecimento pessoal do quão duro muitos brasileiros deveriam trabalhar apenas para sobreviver? Ser forçado a abandonar a escola após a quinta série para manter sua família? Trabalhar como um engraxate? Perder parte de um dedo em um acidente de trabalho?
Não: foi quando, aos 25 anos, ele observou sua esposa Maria morrer durante o oitavo mês de sua gravidez, junto com seu filho, pois não podia suportar cuidados médicos mais decentes.
Há uma lição aqui para todos nós: a grande ironia da presidência de Lula – ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e irá permanecer no posto até o final deste ano – enquanto tenta levar o Brasil para o Primeiro Mundo com programas sociais como o Fome Zero, destinado a acabar com a fome, e com planos para aumentar a educação disponível para os membros das classes trabalhadoras do Brasil, os Estados unidos parecem mais com o antigo Terceiro Mundo a cada dia.
O que Lula deseja para o Brasil é o que nós chamávamos de “Sonho Americano/American Dream“. Nós, nos Estados Unidos, em contraste, onde os 1% mais ricos agora possuem mais saúde financeira que os 95% mais pobres, estamos vivendo em uma sociedade que está se tornando rapidamente mais parecida com o Brasil.
O último filme de Michael Moore é “Capitalism: a Love Story”.
Da BBC Brasil:
O vice-presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Jean-Pascal van Ypersele, admitiu, nesta terça-feira, que o órgão cometeu um erro ao afirmar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035.
O IPCC havia feito a previsão em 2007 em um relatório intitulado AR4, que trazia uma avaliação sobre os impactos do aquecimento global.
“As geleiras no Himalaia estão desaparecendo mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo (…) A probabilidade de elas desaparecerem até 2035 ou talvez até antes é muito alta”, afirma o documento.
Recentemente, diversos cientistas contestaram os dados divulgados pelo Painel. Em entrevista à BBC Yepersele admitiu o erro e disse que os dados serão revisados.
Apesar disso, o vice-presidente afirmou que o erro não muda a tendência atual do impacto das ações do homem no clima.
A polêmica voltou às discussões de diversos websites dedicados às mudanças climáticas nos últimos dias.
Alguns comentaristas afirmam que o erro pode ameaçar a credibilidade dos dados científicos sobre o clima, e também do próprio IPCC.
Mas Yepersele disse que esse não é o caso.
“Eu não vejo como um erro em um relatório de 3 mil páginas possa prejudicar a credibilidade de todo o conteúdo do documento”, disse.
Origem
A afirmação de que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035 parece ter se originado em uma entrevista com o glaciologista indiano Syed Hasnain, publicada na revista científica New Scientist em 1999.
O dado voltou a aparecer em 2005 em um relatório do grupo ambientalista WWF – documento citado na avaliação de 2007 do IPCC.
Um origem alternativa para a informação sugere que seria um erro de leitura de um estudo de 1996 que teria indicado que a data seria 2350.
Ciência
A polêmica voltou à tona no ano passado, antes da Cúpula da ONU sobre o Clima em Copenhague, na Dinamarca.
Em dezembro, quatro importantes glaciologistas prepararam uma carta para publicação na revista científica Science na qual afirmam que o completo degelo das geleiras até 2035 era “fisicamente impossível”.
“Não há como ser feito”, disse Jeffrey Kargel, da Universidade do Arizona, à BBC, no período de publicação.
“Se você pensar em uma espessura de 200-300 metros, em alguns casos até de 400 metros – e se perdermos o gelo a uma taxa de um metro por ano, ou dois metros por ano, você não vai se livrar de 200 metros de gelo em meio século”, afirmou Kargel.
Do Portal do IPEA:
Comunicado da Presidência nº 38, apresentado em São Paulo, analisa a melhoria nos indicadores
O Brasil encontra-se diante da oportunidade histórica de praticamente erradicar a pobreza extrema até 2016 e obter o menor índice de desigualdade de renda desde que os registros começaram a ser feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1960. Para atingir esses resultados, o País precisa manter o ritmo de melhorias sociais observado nos últimos cinco anos, segundo o Comunicado da Presidência nº 38, apresentado nesta terça-feira, 12, em São Paulo.
O estudo, intitulado Pobreza, desigualdade e políticas públicas, foi detalhado pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann, no auditório da Superintendência da Caixa Econômica na Praça da Sé. O documento mostra que, entre 2003 e 2008, a queda média anual na taxa nacional de pobreza extrema (até ¼ de salário mínimo per capita) foi de 2,1%. Já a queda média anual na taxa de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita) foi de 3,1%.
Caso o desempenho do período 2003-2008 seja projetado para 2016, o Brasil chegará ao ano da Olimpíada no Rio de Janeiro com indicadores sociais próximos aos dos países desenvolvidos, aponta o Comunicado da Presidência. O índice de Gini (uma das mais conhecidas medidas de desigualdade de renda), por exemplo, atingiria 0,488 naquele ano, ante 0,544 em 2008. Quanto mais próximo de 1, mais desigual é o país. A Itália tem, atualmente, um índice de 0,33, enquanto nos Estados Unidos ele é de 0,46, e na Alemanha, de 0,26.
“Se em 2008 a taxa de pobreza absoluta era de 28,8%, em 2016 pode chegar a 4%. Da mesma forma, a pobreza extrema pode ser reduzida a 0%”, afirmou Pochmann, ressaltando que acabar definitivamente com a pobreza é um desafio que nem países altamente desenvolvidos conseguem superar. O presidente do Ipea declarou que o intervalo de 2003 a 2008 foi o melhor período de redução da pobreza no País.
Entre os motivos para essa melhoria, Pochmann destacou a maneira como o Estado se estruturou, desde a Constituição de 1988, para lidar com a problemática da pobreza. “Até 1988, o Estado atendia a população de maneira quase filantrópica, ou não atendia. As grandes estruturas de atendimento armadas desde a Constituição estão em sintonia com aquelas existentes em países desenvolvidos”, disse.
“A despeito do crescimento econômico pequeno nos anos 1990, as mudanças evitaram que pudéssemos ter desestruturação social”, continuou o presidente do Ipea, que mencionou ainda a descentralização das políticas públicas (com papel maior assumido pelos municípios) e a maior participação da sociedade na conformação e gestão das políticas sociais como fatores preponderantes para os avanços.
Segundo Pochmann, o Instituto divulgará em breve uma outra pesquisa com a mesma temática, analisando a mudança do perfil dos pobres no Brasil nas últimas quatro décadas.
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