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Órgão da ONU admite erro em previsão sobre aquecimento global

Da BBC Brasil:

O vice-presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Jean-Pascal van Ypersele, admitiu, nesta terça-feira, que o órgão cometeu um erro ao afirmar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035.

O IPCC havia feito a previsão em 2007 em um relatório intitulado AR4, que trazia uma avaliação sobre os impactos do aquecimento global.

“As geleiras no Himalaia estão desaparecendo mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo (…) A probabilidade de elas desaparecerem até 2035 ou talvez até antes é muito alta”, afirma o documento.

Recentemente, diversos cientistas contestaram os dados divulgados pelo Painel. Em entrevista à BBC Yepersele admitiu o erro e disse que os dados serão revisados.

Apesar disso, o vice-presidente afirmou que o erro não muda a tendência atual do impacto das ações do homem no clima.

A polêmica voltou às discussões de diversos websites dedicados às mudanças climáticas nos últimos dias.

Alguns comentaristas afirmam que o erro pode ameaçar a credibilidade dos dados científicos sobre o clima, e também do próprio IPCC.

Mas Yepersele disse que esse não é o caso.

“Eu não vejo como um erro em um relatório de 3 mil páginas possa prejudicar a credibilidade de todo o conteúdo do documento”, disse.

Origem

A afirmação de que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035 parece ter se originado em uma entrevista com o glaciologista indiano Syed Hasnain, publicada na revista científica New Scientist em 1999.

O dado voltou a aparecer em 2005 em um relatório do grupo ambientalista WWF – documento citado na avaliação de 2007 do IPCC.

Um origem alternativa para a informação sugere que seria um erro de leitura de um estudo de 1996 que teria indicado que a data seria 2350.

Ciência

A polêmica voltou à tona no ano passado, antes da Cúpula da ONU sobre o Clima em Copenhague, na Dinamarca.

Em dezembro, quatro importantes glaciologistas prepararam uma carta para publicação na revista científica Science na qual afirmam que o completo degelo das geleiras até 2035 era “fisicamente impossível”.

“Não há como ser feito”, disse Jeffrey Kargel, da Universidade do Arizona, à BBC, no período de publicação.

“Se você pensar em uma espessura de 200-300 metros, em alguns casos até de 400 metros – e se perdermos o gelo a uma taxa de um metro por ano, ou dois metros por ano, você não vai se livrar de 200 metros de gelo em meio século”, afirmou Kargel.

Brasil tem condição de vencer a pobreza extrema até 2016

Do Portal do IPEA:

Comunicado da Presidência nº 38, apresentado em São Paulo, analisa a melhoria nos indicadores

O Brasil encontra-se diante da oportunidade histórica de praticamente erradicar a pobreza extrema até 2016 e obter o menor índice de desigualdade de renda desde que os registros começaram a ser feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1960. Para atingir esses resultados, o País precisa manter o ritmo de melhorias sociais observado nos últimos cinco anos, segundo o Comunicado da Presidência nº 38, apresentado nesta terça-feira, 12, em São Paulo.

O estudo, intitulado Pobreza, desigualdade e políticas públicas, foi detalhado pelo presidente do Instituto, Marcio Pochmann, no auditório da Superintendência da Caixa Econômica na Praça da Sé. O documento mostra que, entre 2003 e 2008, a queda média anual na taxa nacional de pobreza extrema (até ¼ de salário mínimo per capita) foi de 2,1%. Já a queda média anual na taxa de pobreza absoluta (até meio salário mínimo per capita) foi de 3,1%.

Caso o desempenho do período 2003-2008 seja projetado para 2016, o Brasil chegará ao ano da Olimpíada no Rio de Janeiro com indicadores sociais próximos aos dos países desenvolvidos, aponta o Comunicado da Presidência. O índice de Gini (uma das mais conhecidas medidas de desigualdade de renda), por exemplo, atingiria 0,488 naquele ano, ante 0,544 em 2008. Quanto mais próximo de 1, mais desigual é o país. A Itália tem, atualmente, um índice de 0,33, enquanto nos Estados Unidos ele é de 0,46, e na Alemanha, de 0,26.

“Se em 2008 a taxa de pobreza absoluta era de 28,8%, em 2016 pode chegar a 4%. Da mesma forma, a pobreza extrema pode ser reduzida a 0%”, afirmou Pochmann, ressaltando que acabar definitivamente com a pobreza é um desafio que nem países altamente desenvolvidos conseguem superar. O presidente do Ipea declarou que o intervalo de 2003 a 2008 foi o melhor período de redução da pobreza no País.

Entre os motivos para essa melhoria, Pochmann destacou a maneira como o Estado se estruturou, desde a Constituição de 1988, para lidar com a problemática da pobreza. “Até 1988, o Estado atendia a população de maneira quase filantrópica, ou não atendia. As grandes estruturas de atendimento armadas desde a Constituição estão em sintonia com aquelas existentes em países desenvolvidos”, disse.

“A despeito do crescimento econômico pequeno nos anos 1990, as mudanças evitaram que pudéssemos ter desestruturação social”, continuou o presidente do Ipea, que mencionou ainda a descentralização das políticas públicas (com papel maior assumido pelos municípios) e a maior participação da sociedade na conformação e gestão das políticas sociais como fatores preponderantes para os avanços.

Segundo Pochmann, o Instituto divulgará em breve uma outra pesquisa com a mesma temática, analisando a mudança do perfil dos pobres no Brasil nas últimas quatro décadas.

Financial Times inclui Lula entre os 50 nomes da década

Por Sandro Araújo

O jornal inglês Financial Times elaborou a lista das “Cinqüenta faces que moldaram a década”. A lista inclui quatro categorias: Política, Economia, Negócios e Cultura. Entre os 17 políticos, nomes como George W. Bush, Vladimir Putin, Barack Obama e Osama Bin Laden. Apenas quatro políticos americanos foram incluídos. Completam a lista Al Gore (ex vice-presidente dos EUA) e o Presidente Lula.

Outros nomes merecem destaque: a dupla Larry Page e Sergey Brin (fundadores do Google), Steve Jobs (Apple), Alan Greenspan (ex-presidente do FED, banco central dos EUA) e Craig Venter (biólogo que sequenciou o DNA humano).

Sobre Lula, diz o jornal:

Luiz Inácio Lula da Silva, próximo do fim do seu segundo mandato de quatro anos, é o presidente mais popular na história do Brasil. Seu charme pessoal e imenso conhecimento político contribui sem dúvida. Mas o que realmente faz os brasileiros amarem-no é a baixa inflação.

Quando era oposição, “Mr. Lula” criticou as políticas de combate à inflação de seu predecessor e falava de “herança maldita” que recebeu ao tomar posse. Mas foi hábil o suficiente para manter as políticas macroeconômicas sem alteração, enquanto expandia programas de transferência de renda baratos mas eficazes.

Sob sua supervisão, o Brasil finalmente começou a mostrar seu enorme potencial e muitos, incluindo o Fundo Monetário Internacional esperam que o Brasil seja a quinta maior economia do mundo antes de 2020, trazendo mudanças na ordem mundial.

Veja a lista completa no sítio do Financial Times.

Salário mínimo aumenta 212,5% em 8 anos de Governo Lula

Por Sandro Araújo

O Presidente Lula deverá anunciar ainda hoje o novo valor do salário mínimo. O reajuste será objeto de uma Medida Provisória e valerá a partir de 1º de janeiro de 2010. Atualmente o salário mínimo é de R$ 465. Com o reajuste, de 9,67%, será de R$ 510. Em reportagem da Agência Brasil o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, garantiu que existem recursos para suportar o aumento – que também reflete nos benefícios da previdência social.

Com o reajuste, o salário mínimo terá saltado de R$ 240, em 1º de abril de 2003 (último ano do governo FHC) para R$ 510 – representando um aumento de 212,5%. Como comparação, a inflação acumulada no período foi de 40,7% (inflação medida pelo IPCA, acumulada até novembro/2009 e com previsão para dezembro/2009 de 0,36%). Assim, no período abril/2003-janeiro/2010, o aumento real do salário mínimo seria de 51%.

Outra base de comparação é o dólar: durante anos o Brasil perseguiu o “salário mínimo de 100 dólares”. Em abril/2003 o dólar comercial valia R$ 3,1154. Na época, um salário mínimo de 240 reais valia 77,03 dólares. No momento em que este artigo é escrito o dólar comercial vale R$ 1,79. Desta forma, um salário mínimo de 510 reais valeria 284,91 dólares. São espantosos 269,86% de aumento!

Aqui vale um comentário: no período abril/2003-novembro/2009 a inflação acumulada nos Estados Unidos da América, medida pelo CPI – Consumer Price Index foi de 17,7%. Para uma análise do poder de compra do novo salário mínimo, em relação ao dólar dos EUA, é necessário fazer o expurgo desta inflação. Desta forma, o salário mínimo brasileiro terá um salto de 214,26%, em dólares, nos últimos 8 anos.

Para saber mais:

  • Clique aqui para ver a evolução da inflação do Brasil medida pelo IPCA.
  • Clique aqui para ver os valores históricos do salário mínimo, desde 1940, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
  • Clique aqui para ver a evolução da inflação nos Estados Unidos da América medida pelo CPI.
  • Clique aqui para ver a evolução da cotação do dólar em relação à moeda brasileira.

Cientistas descobrem o planeta mais parecido com Terra já visto

Sistema Solar x Novo Planeta

Sistema Solar x Novo Planeta

Do Portal IBTimes:

Astrônomos norte-americanos anunciaram na quarta-feira a descoberta do planeta mais parecido com a Terra já observado; um massivo oceano banha o planeta que provavelmente deve ter uma atmosfera e eventualmente vida.

Por enquanto o planeta chama-se GJ 1214b de acordo com o padrão da nomenclatura exoplanetária: o nome técnico da estrela que ele orbita mais uma letra que significa a ordem da sua descoberta. (A letra “a” é reservada para o nome da estrela em si). é um nome que apenas o comitê de cientistas que o descobriu poderia amar.

O novo planeta descoberto localiza-se a 40 anos luz da terra ( a luz leva 40 anos para percorrer a distância entre a Terra o GJ1214b)

O GJ1214b orbita a sua estrela em 38 horas, ou seja, ele leva 38 horas para descever uma volta completa à sua estrela e é mais de duas vezes maior que a Terra. Ele apresenta uma atmosfera bastante similar à terra, com hidrogênio e hélio abundante. Contudo, sustentar vida seria impossível devido as altas temperaturas que o planeta apresenta.

De acordo com astrônomos, a temperatura deste planeta ultrapassa os 200 graus celsius, tornando impossível a vida.

“Se eu quizesse descrever este planeta em uma frase seria: é um oceano grande e quente,” disse David Charbonneay um astrônomo da Universidade de Harvard que ajudou na descoberta do GJ 1214b.

“Nós temos descoberto planetas interessantes nos últimos 50 anos, e ainda os chamamos por estes terríveis nomes catalogados”, disse David Charbonneau, referindo-se ao fato do novo planeta ainda não tem um nickname.

“Eu tenho três filhas pequenas, e acho que elas poderiam ter tido um nome melhor.”

Brasil encabeça ranking de combate à mudança climática

Da BBC Brasil

O Brasil encabeça a lista de um ranking de combate à mudança climática publicado nesta segunda-feira por uma organização não-governamental europeia.

Pela primeira vez desde que o indicador começou a ser medido pela ONG Germanwatch e a rede Climate Action Network (CAN), um país emergente ocupou a liderança no ranking, passando para trás países desenvolvidos como a Suécia, a Alemanha e a Noruega.

O Brasil obteve uma nota 68, o que o coloca no grupo dos países cujo desempenho nesse sentido é considerado “bom”.

No mesmo grupo ficaram a Suécia (67.4), Grã-Bretanha e Alemanha (65.3), França (63.5), Índia (63.1), Noruega (61.8) e México (61.2).

“É muito bom que países emergentes estejam ganhando posições neste ranknig”, avaliou o diretor europeu da rede CAN, Matthias Duwe.

“Estão mandando um sinal claro, durante as negociações de Copenhague, de que estão comprometidos em combater a mudança climática. Gostaria apenas que outros países europeus estivessem demonstrando o mesmo compromisso para com as mudanças positivas.”

As organizações elogiaram a melhora do marco legal de proteção ao clima no Brasil. Mas adotaram uma postura cautelosa em relação à desaceleração do ritmo de desmatamentos no país, que reduziu as emissões de carbono do país.

“Ainda não está claro se isto é resultado de uma menor demanda por óleo de palma e soja na atual crise econômica.”

Leia mais no sítio da BBC Brasil

Senado aprova adesão da Venezuela ao Mercosul

Luciana Lima – Agência Brasil

Brasília – Por 35 votos a favor e 27 votos contrários, o Senado aprovou hoje (15) o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. A questão provocou uma disputa entre a oposição e a base governista. Os oposicionistas não admitiam a entrada de um país sob “um regime autoritário” comandado pelo presidente Hugo Chávez. Já os governistas destacaram a necessidade do intercâmbio comercial com o país vizinho e procuraram desvincular a Venezuela do seu presidente.

Com a aprovação do Senado, a adesão será promulgada pelo Presidente da República. No entanto, mesmo com a aprovação do protocolo, a entrada da Venezuela no Mercosul ainda não está garantida. Ainda falta a aprovação do Paraguai, que adiou para 2010 a discussão sobre o assunto. O presidente paraguaio Fernando Lugo, sem apoio no Congresso, preferiu adiar o debate.

Leia mais no sítio da Agência Brasil

Presidente da Argentina vê o país na condição de parceiro menor do mercosul

Do Jornal Valor Econômico (Edição de 8 de dezembro):

A presidente Cristina Kirchner deixou de lado a tradicional disputa com o Brasil pela liderança na região e colocou a Argentina na condição de parceiro menor do Mercosul. Cristina disse que este é o momento de debater os desequilíbrios do bloco “analisando os números de suas economias e os termos de intercâmbio”. Para isso, lembrou a União Europeia e o papel de liderança exercido pela Alemanha na integração do bloco, em razão do “tamanho de sua economia”. O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, criticou a “agenda defensiva e protecionista” dos países do Mercosul. Ele disse que as vendas paraguaias ao bloco caíram 32% no ano e a balança comercial teve déficit de US$ 600 milhões. (Grifo meu)

Comentário: É um fato tão inusitado que por si só demonstra o quão baratinada está a Argentina. Enquanto o Real tem se valorizado frente ao dólar (em grande parte pela entrada enorme de divisas), a moeda argentina permanece em cotação superior a 3×1 em relação à americana. Nesta condição, um Real compra dois Pesos! Pelo histórico, o Brasil deve manter ressalvas a esta “mudança de posição”. Por outro lado, caso as assimetrias entre os países do Mercosul fossem de fato consideradas para a tomada de novos avanços, é de se crer que o bloco poderia enfim almejar uma futura União Sulamericana, a exemplo da União Européia. No caso dos “irmãos do velho mundo”, França e Alemanha trouxeram para si o papel de motor do bloco e financiaram a correção de distorções dos outros sócios. No nosso caso talvez coubesse ao Brasil (e é isto que sugere a Presidente da Argentina) o papel de financiador. Uma pré-condição para tal seria exatamente o reconhecimento explícito daquele país de que o Brasil exerce papel de liderança. Poderiam começar por nos apoiar na busca pelo assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o que ainda não o fizeram.

PIB cresceu 9% ao ano no terceiro trimestre

Hugo Cilo – IstoÉ Dinheiro

Variação Trimestral do PIB

Variação Trimestral do PIB

Na quinta-feira 10, o IBGE divulgará um dado que surpreenderá muita gente: o de que a economia brasileira cresceu a um ritmo de 9% ao ano no terceiro trimestre. O resultado reflete um período atípico de reação da atividade industrial, reposição de estoques e aumento do consumo na sequência de um trimestre contaminado pela crise. Na prática, no entanto, a velocidade com que a economia reagiu entre julho e setembro, com cara de crescimento chinês, sinaliza que o País entrará em 2010 num passo acima do esperado. Várias consultorias já falam em crescimento de 6% para o PIB em 2010 e o governo não esconde o entusiasmo. “Estaremos entre os três países que mais crescem no mundo”, diz o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Os 9% impressionam, especialmente pelo fato de o Brasil estar pouco acostumado a números dessa proporção. “As montadoras e as fabricantes de eletrodomésticos foram surpreendidas pelo incentivo do IPI e tiveram de acelerar fortemente a produção”, diz Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores. “As empresas atingiram velocidade inédita e falar em 6% para 2010 deixou de ser chute”, diz Marcel Solimeo, da Associação Comercial de São Paulo.

Há realmente um ar chinês nas empresas. Nesta semana, a Fiat afirmou que buscará a meta de produzir, sozinha, um milhão de carros no Brasil no ano que vem. “O investimento de R$ 1,8 bilhão em novos produtos nos dará essa possibilidade”, garante o presidente Cledorvino Belini. Nas últimas semanas, a Volkswagen também anunciou R$ 6,2 bilhões no Brasil até 2014, a GM mais de R$ 5 bilhões para o mesmo período e a Ford divulgou R$ 4 bilhões para os próximos quatro anos. “Na pior das hipóteses, o PIB crescerá 4% em 2010 e o setor automotivo 6%, com 3,2 milhões de unidades”, diz o presidente da Volkswagen, Thomas Schmall.

Investimentos em massa e um PIB chinês também não assustam o setor de eletrodomésticos. “Se dependesse do setor de eletrodomésticos, por exemplo, cresceríamos a uma taxa de 20% ao ano”, diz o diretor da Whirlpool, Armando Ennes do Valle Júnior. Em 2010, a fabricante de eletrodoméstico, dona da marca Brastemp, investirá US$ 250 milhões no aumento da capacidade. “Aconteça o que acontecer, nosso setor não crescerá menos de 10%”, completa ele.

Essa mesma confiança tem feito do Brasil um caso raro na economia póscrise. Ao lado de emergentes como China, o País tem atraído o olhar dos investidores estrangeiros. A situação fiscal estável e o bom desempenho interno fizeram dos dois países locais seguros para recursos de fora desde que Dubai entrou em moratória.

A face mais exótica desse PIB trimestral é que, por muito tempo, crescimento econômico era artigo de luxo no Brasil, restrito a poucos momentos da história do País, como a fase do milagre econômico entre as décadas de 60 e 70. Tanto é que, desde então, se tornou uma obsessão entre economistas projetar o PIB potencial da economia. Nos anos FHC, falava-se que 3,5% era o limite para não realimentar a inflação. No início da era Lula, diziam que a falta de infraestrutura ameaçava estrangular o País, caso a economia acelerasse acima de 5%. Nem um nem outro. O fato é que, pela primeira vez em muitos anos, a economia brasileira avança a um ritmo asiático.

Brasil assina convênio com Uruguai e amplia comércio em moeda local

Denise Mota – BBC Brasil

O governo brasileiro assinou, nesta segunda-feira, em Montevidéu, um convênio com o Uruguai para a realização de operações comerciais em reais e pesos uruguaios.

A assinatura do acordo aconteceu durante a reunião entre ministros Economia e Relações Exteriores do Mercosul, que antecede a Cúpula de presidentes do bloco, marcada para terça-feira na capital uruguaia.

O convênio, chamado de Sistema de Pagamento em Moeda Local, se dá em forma bilateral e já funciona entre Brasil e Argentina desde 2007. O objetivo do Brasil é incluir outros países da região.

Leia mais no sítio da BBC Brasil